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Elisângela Araújo contra a reforma da previdência

Por em 12/01/2018

O atual Governo conservador quer aprovar a reforma da previdência até a primeira semana de março. Para que isso ocorra usa de todos os artifícios, incluindo propagandas nas grandes mídias com cunho manipulador afirmando que se aprovada irá retirar o Brasil da crise fiscal. No entanto, as informações são inverídicas, pois como mostra o resultado da CPI da Previdência do Senado, não existe déficit na previdência e a reforma não será a solução para a crise fiscal do país.

A proposta, na verdade, faz parte do pacote de maldades contra o trabalhador, que tem sido a vítima após o golpe, pois é ele quem paga o preço com o arrocho salarial, aumento de impostos e a retirada dos seus direitos. Isso porque, na visão da gestão neoliberal a elite deve manter seus privilégios e não pode sofrer as consequências do impeachment orquestrado pela direita e seus aliados.

O impacto do golpe trouxe o congelamento do orçamento por 20 anos na educação, saúde, infraestrutura, agricultura, moradia etc..; cortes drásticos no orçamento em programas que foram fundamentais para erradicar a fome e a miséria do país como o PAA, PNAE, como também o fim de projetos de inclusão social e incentivo ao trabalho e renda; sucateamento de órgãos públicos que são essenciais para a execução de políticas públicas como o INCRA; e agora tentam aprovar a reforma da previdência para acabar com a aposentadoria do trabalhador.

Todos as medidas pesaram nos direitos e no bolso do trabalhador. Esse é o resultado do golpe que continua a massacrar a grande parte da população. Os ataques continuam e a cada dia são mais fortes, devido a agenda de direita ter a meta em aprovar todo o pacote de maldades planejados desde 2015 quando orquestraram o golpe.

Mobilizar e manifestar contra todos estes retrocessos faz parte do papel de quem deseja um país mais justo e com menos desigualdade social. Portanto, dizer não, ir às ruas, lutar pelos nossos direitos passa a ser um dever de cidadão que sonha com um país mais democrático.

Neste cenário, nós enquanto militantes, devemos ficar atentos e aguerridos em três grandes momentos que serão decisivos e históricos para o Brasil. Dia 24 de janeiro defender Lula, para que possamos retomar a democracia do país e ter nas eleições à presidência Lula como candidato, lutar contra a reforma da previdência prevista para votação até a primeira semana de março e ir às urnas eleger representantes que defendam os direitos do trabalhador.

Sem Lula Eleição é Fraude, Não a Reforma da Previdência, são os motes que em 2018 nós trabalhadores devemos defender com toda garra, para que possamos ter nos próximos anos políticas públicas que valorizem a classe trabalhadora e que o Governo gere desenvolvimento econômico e social para o Brasil.

 

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Elisângela Araújo
Bahia, BR

Agricultora familiar e diretora executiva da CUT Nacional e coord. da CONTRAF BRASIL e do Fórum Baiano da Agricultura Familiar participa de atividades em defesa da classe trabalhadora e por políticas públicas que tragam a vida digna para o campo.

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