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Elisângela Araújo defende projeto de Governo que respeite a Mulher e traga o empoderamento feminino

Por em 08/03/2018

‘Nossa luta é pautada na conquista de direitos. Precisamos eleger um projeto de Governo que respeite a classe trabalhadora brasileira, que crie políticas públicas para as mulheres, para nosso semiárido, com mais distribuição de renda e dê melhor perspectiva de vida para nossa população’, foi assim que Elisângela Araújo, diretora executiva da CUT Nacional e coordenadora do Fórum Baiano da Agricultura Familiar conversou hoje com as mulheres no Encontro Municipal realizado pelo Sintraf de Valente, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Na mesa de debates com o tema ‘Enfrentar e Resistir a Opressão’ também estavam a vereadora Maria Madalena Oliveira Firmo (PT), conhecida por Leninha (PT) e a professora Maria Rita.

Durante os discursos, a violência contra a mulher, a desigualdade salarial, a pouca representação nos espaços de decisão política, o machismo e a cultura patriarcal no país, como também a desmoralização da capacidade feminina foram um dos principais pontos abordados e colocados como desafios a serem superados.

“Nós mulheres, em sua maioria, ainda somos as responsáveis pela criação e educação dos filhos, do cuidado com o idoso, com a casa e o companheiro. Isso acontece porque ainda vivemos em um sistema machista e patriarcal que acredita que o papel e o dever da mulher é esse. Mas não é! Queremos igualdade de direitos nas oportunidades, pois temos a mesma capacidade que os homens. Já ocupamos os espaços em vários campos profissionais, como na construção civil, na indústria, no financeiro, na produção e tantos outros, mas precisamos avançar cada vez mais com igualdades salariais e direitos”, lembra Elisângela.

Na oportunidade, diante inúmeras agriculturas familiares e trabalhadoras rurais, a diretora destacou que atualmente as mulheres são responsáveis por 45% da produção de alimentos no país. Isso porque nos governos de Lula e Dilma, nos últimos 13 anos, existiram políticas públicas de apoio e fomento a agricultura familiar e programas que empoderavam as mulheres.

“O projeto de Lula e Dilma pensou em uma sociedade com mais justiça social, melhor distribuição de renda, é por isso que muitas coisas do nosso dia a dia melhoraram, a exemplo da valorização do salário mínimo, das políticas de convivência com o semiárido, da revolução de acesso à água, o programa cisterna que levou água para nossas casas e propriedades, entre outras. E quem se beneficiou com estas políticas¿ Nós mulheres, porque nós somos a maioria que carrega o balde de água na cabeça”, pontuou.

Para a diretora da CUT, neste ano de eleição é preciso reverter a atual conjuntura política de desmonte destas políticas públicas, como também de retomar um projeto de governo que valorize a mulher, ao contrário do que aconteceu após o golpe que acabou com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

“Temos que ter mais mulheres nos espaços de decisão política. Hoje somos apenas 10% no Congresso Nacional. Mas, não é apenas ter mulheres e sim mulheres que defendam nossos direitos e de forma legítima. Somos a maioria do eleitorado brasileiro, então temos a capacidade de eleger realmente quem nos represente”.

O encontro faz parte das ações da semana do Dia Internacional das Mulheres na Bahia. Além desta atividade Elisângela Araújo também participou durante o dia de hoje, 8 de março, da caminhada em defesa dos direitos da mulher em Retirolândia e Feira de Santa.

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Elisângela Araújo
Bahia, BR

Agricultora familiar e diretora executiva da CUT Nacional e coord. da CONTRAF BRASIL e do Fórum Baiano da Agricultura Familiar participa de atividades em defesa da classe trabalhadora e por políticas públicas que tragam a vida digna para o campo.

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