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Dia de palestra em Irecê sobre Fortalecimento da Cultura da Mamona através da Agricultura Familiar

Por em 28/05/2018

No ‘I Seminário sobre as políticas públicas e perspectivas para a cultura da mamona no semiárido baiano’, apresentei a palestra o ‘Fortalecimento da Cultura da Mamona através da Agricultura Familiar’, passando um breve histórico das lutas, reivindicações que realizamos, no período em que estive à frente da Fetraf Brasil, por políticas públicas que fortalecessem a produção e comercialização.

Na época, nós da coordenação da FETRAF interviemos por 17 mil agricultores familiares nas negociações que resultaram no contrato de compra de oleaginosas para a Petrobras Biocombustível. Outra grande conquista foi a regulação do preço da oleaginosa, ou seja, aquisição por um preço mínimo, por meio do Programa de Garantia de Preços Mínimos para Agricultura Familiar (PGPAF). Conseguimos também, organizar 12 cooperativas de produção e comercialização no Nordeste e Semiárido.

A luta foi essencial para que os agricultores e agricultoras familiares tivessem a plena participação na produção e se tornassem protagonistas neste cenário. Hoje a Bahia ocupa o 1º lugar na produção nacional de mamona no Brasil, alcançando em 2017, 12,7 mil toneladas, sendo responsável por 82,5% da produção brasileira.

Na atual conjuntura política, com os cortes de orçamento, fim de programas e políticas que fomentam a produção da agricultura familiar, a produção da mamona decaiu quando comparada aos anos anteriores. Dentre os principais fatores estão as mudanças na atual conjuntura das políticas públicas de incentivos para a Agricultura Familiar; a falta de maquinários, insumos, etc…, a ausência da assistência técnica, infraestrutura para o escoamento da produção são considerados alguns gargalos na cadeia produtiva.

O seminário aconteceu, justamente, no município de Irecê, principal polo produtivo de mamona na Bahia. Ainda, foram abordados os temas ‘Cooperativismo – Organização, Gestão e Mercado’; As políticas direcionadas para o fortalecimento das oleaginosas’; Cenário do mercado da mamona na Bahia nos últimos quatro anos e aprimoramento sobre a metodologia de levantamento de safra’; A indústria da Ricinoquímica, entre outros.

A temática do segundo dia de evento debate ainda o serviço de ATER nas áreas de cultivo, melhoramento da mamona, cooperativismo e o programa Biodiesel.

Com mais de 200 pessoas presentes, a atividade aconteceu com o apoio da COOPERSERTÃO, Flem, Grupo Banco Mundial, Bahia Produtiva, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), Governo do Estado da Bahia, e entidades e organizações de desenvolvimento da Agricultura Familiar.

As palestras também contaram com a participação do secretário estadual de desenvolvimento rural, Jerônimo Rodrigues; prefeito municipal de Irecê, Elmo Vaz; secretário municipal de Agricultura, Arestides Dourado; superintendente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional CAR, Wilson Dias e representante da Petrobras Biocombustível, Ziraldo Novais.

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Elisângela Araújo
Bahia, BR

Agricultora familiar e diretora executiva da CUT Nacional e coord. da CONTRAF BRASIL e do Fórum Baiano da Agricultura Familiar participa de atividades em defesa da classe trabalhadora e por políticas públicas que tragam a vida digna para o campo.

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