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Violência no campo aumentou com o golpe

Por em 04/06/2018

Hoje a Comissão Pastoral da Terra lançou a publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2017. Essa é a 33ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais.

Ao todo foram 71 assassinatos e 1.431 o número total de conflitos em 2017. A Bahia, é o terceiro estado com maior número de assassinatos por conflitos de terra, com 10 casos e a maioria das vítimas Quilombolas.

O número de conflitos pela água também aumentou, ao todo são 197 casos, sendo 56 deles na Bahia envolvendo 10.767 famílias.

Os dados mostram que desde o golpe a violência no campo só aumenta. E, segundo análise do professor Carlos Walter, nos anos da ruptura política, 2015-2017, a média anual de assassinatos saltou para 60,6. No período de 2003 a 2006, primeiro ano do governo Lula, a média foi de 47,2; entre 2007 e 2010, segundo mandato de Lula, a média refluiu para 28,7; e entre 2011-2014, governo Dilma, a média foi de 33,7.

Os números são uma demonstração clara de que vivenciamos, com o governo golpista, uma política de austeridade, que reflete brutalmente na violação dos direitos humanos.

O retrato é de terror no campo, mais sangue derramado e a injustiça prevalecendo na maioria dos casos. A necessidade de mudança é urgente. Precisamos parar com toda essa violência e o caminho é acabar com essa política antidemocrática do atual Governo.

Com informações da CPT – publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2017

Acesse aqui o documento AQUI

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Elisângela Araújo
Bahia, BR

Agricultora familiar e diretora executiva da CUT Nacional e coord. da CONTRAF BRASIL e do Fórum Baiano da Agricultura Familiar participa de atividades em defesa da classe trabalhadora e por políticas públicas que tragam a vida digna para o campo.

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