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Por democracia na educação estamos ao lado dos estudantes do IFBA campus Valença

Por em 20/06/2018

Apoiar a educação é ajudar a transformar e garantir um melhor futuro a nossa sociedade. Como dizia Paulo Freire ‘Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’. É com esse alicerce que defendo a educação e sua democracia, principalmente, para nossa juventude do campo.

Esta semana, acompanho a polêmica em torno do caso do Instituto Federal Baiano, Campus de Valença. A informação é de que está sendo feito um estudo para verificar a viabilidade da unificação dos campi Valença Tento, IFBA, e Valença, IF Baiano. A medida vai de encontro ao posicionamento dos estudantes, que se sentem prejudicados com essa possibilidade, sem falar que até o momento não foram consultados sobre tal medida. As ações estão sendo decidas sem diálogo, ou seja, antidemocráticas, com as partes mais interessadas, os alunos e professores.

Em tempos de governo ilegítimo não é de se espantar tal situação. O ato só reforça e cumpre a medida do Teto dos Gastos, Emenda Constitucional 95, proposta do atual Governo aprovada no Congresso Nacional em 2016, que limita por 20 anos os gastos públicos, principalmente na saúde e educação.

A verdade é que o atual Governo não tem interesse em educar nossa população. Seguindo o pensamento do nosso mentor Paulo Freire, ‘seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica’.

Se falamos sobre educação, vale, aqui, lembrar que para a educação no campo os recursos orçamentários diminuíram de R$ 70 milhões em 2008 para menos de R$ 12 milhões no ano passado. E, este ano destinou para o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) apenas R$ 3 milhões, sendo que seriam necessários cerca de R$ 16 milhões para manter os cursos em andamento.

Os retrocessos não param. E quando olhamos para as condições das escolas, temos o seguinte cenário: uma em cada duas escolas não tem computadores, duas em cada três estão em localidades sem acesso à internet e oito em cada cem não têm sequer eletricidade. Estes são dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2017.

Na condição de pré-candidata a deputada federal, manifesto meu apoio aos estudantes e professores que defendem a educação como pilar para transformar nossa sociedade em um país mais justo e com oportunidades para todos. Para que possamos avançar rumo ao Brasil com menos desigualdade social é fundamental ter educação de qualidade e que atenda de maneira igualitária a todos.

Defendo que as mudanças são necessárias, mas para isso deve existir o diálogo e a participação social na construção das políticas e melhorias, considerando a equidade.

Aqui, nossa luta não se restringe as questões da reforma agrária e da classe trabalhadora, mas sim é ampla e inclui a garantia dos nossos direitos, principalmente no que diz respeito a saúde e educação.

Avalio que é fundamental a participação dos alunos e professores nos processos de mudança da instituição pública, prevalecendo a transparência e considerando os impactos que tais medidas provoquem no corpo docente ou discente das unidades de ensino.

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Elisângela Araújo
Bahia, BR

Agricultora familiar e diretora executiva da CUT Nacional e coord. da CONTRAF BRASIL e do Fórum Baiano da Agricultura Familiar participa de atividades em defesa da classe trabalhadora e por políticas públicas que tragam a vida digna para o campo.

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