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A luta para superar o machismo no Futebol

Por em 28/06/2018

Mais um passo na igualdade de direitos foi a construção que iniciamos no município de Pintadas, no Território Bacia do Jacuípe, durante o ‘Fórum Mulheres no Esporte, virando o jogo’, com a participação especial de Rosana Vigas, a primeira mulher a apitar um jogo profissional na Bahia.

Aproveitando que a região foi palco da primeira Copa Feminina na Bahia, com a participação de 14 municípios, 300 atletas, mais de 50 jogos e 200 gols, as temáticas da atividade abordaram a importância do esporte na vida das mulheres, desafios enfrentados pelas jogadoras e o machismo no esporte.

Na mesa de debates falei que a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres ocorre nas diversas esferas da nossa sociedade e quando olhamos para o esporte, ainda existem muitos desafios, tanto na valorização profissional das jogadoras, como também do seu reconhecimento. E, no futebol essa desigualdade se revela com mais preconceitos, principalmente, na forma de premiação, apoio e remuneração.

Segundo os depoimentos das jogadoras presentes e representantes do esporte feminino da região, não foi possível a premiação das atletas na Copa do Território Bacia do Jacuípe, por falta de apoio, como também afirmam que elas ganham bem menos que os homens.

O circo machista do esporte se arrasta por séculos e se não pautarmos isso, agora, não mudaremos o cenário da história. É preciso reconhecer que conseguimos dar passos importantes na conquista de direitos, mas ainda há muito a ser feito. Só vamos avançar quando tivermos representatividade nos espaços de construção política, onde realmente poderemos defender a Mulher, criando leis e medidas que façam valer e garantir nossos direitos.

No seminário, promovido pelo mandato da deputada Neusa Cadore, ficou encaminhado a criação de uma emenda parlamentar apoiando a Copa, no sentido de ampliar o evento para outros territórios da Bahia.

Futebol Feminino

Segundo a FIFA, a primeira partida oficial entre mulheres foi disputada no dia 23 de março de 1885, na Inglaterra. No Brasil, considera-se que a primeira partida de futebol feminino ocorreu em 1921, entre senhoritas dos bairros Tremembé e Cantareira, na zona norte de São Paulo. O Araguari Atlético Clube é considerado o primeiro clube do Brasil a formar um time feminino, que em meados de 1958, selecionou 22 meninas para um jogo beneficente.

O machismo no futebol não é diferente das demais questões que vivenciamos até os dias de hoje. Para se ter uma ideia, as primeiras mulheres a jogarem futebol no mundo eram consideradas “grosseiras, sem classe e malcheirosas”, devido ao preconceito.

Em 1967, Asaléa de Campos Micheli, mais conhecida por Léa Campos, foi a primeira árbitra brasileira profissional e a primeira mulher no mundo a apitar um jogo de futebol.

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Elisângela Araújo
Bahia, BR

Agricultora familiar e diretora executiva da CUT Nacional e coord. da CONTRAF BRASIL e do Fórum Baiano da Agricultura Familiar participa de atividades em defesa da classe trabalhadora e por políticas públicas que tragam a vida digna para o campo.

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