Elisângela Araújo

Trabalhadora e Agricultora Familiar, Elisângela Araújo começou ainda jovem a olhar pelos povos do campo e lutar por políticas públicas que trouxessem desenvolvimento para o meio rural. Hoje, Elisângela representa as diversas categorias dos povos do campo, das águas e das florestas, por meio da sua liderança sindical. É diretora executiva da CUT/Nacional, coordenadora de educação e formação profissional da CONTRAF BRASIL e coordenadora do Fórum Baiano da Agricultura Familiar.

Nascida na cidade de São Domingos no Estado da Bahia e filha de agricultores familiares, Sra. Luiza Moreira dos Santos e Sr. Luiz Alves Araújo, cresceu na Comunidade do Caititu com seus sete irmãos. Seu sonho desde estudante na zona rural era trabalhar em prol de políticas que melhorassem as condições da vida no campo.

Ainda adolescente, sofreu uma paralisia facial que a levou para São Paulo em busca de tratamento médico. Neste período, paralelo ao acompanhamento de sua saúde, ela resolveu se dedicar ao movimento pastoral das comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e participava de atividades políticas dos movimentos sociais. Foi incentivada pelos Padres e lideranças do movimento sindical rural a ingressar na militância sindical rural do Território do Sisal. Então, começou a trabalhar na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e principalmente das mulheres rurais.

Sua trajetória lhe trouxe o reconhecimento na Bahia e também nos espaços de participação política nacional e internacional, como defensora de menos desigualdades sociais e avanços e direitos dos Agricultores e Agricultoras Familiares, Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Brasil. Carrega consigo a causa da produção de alimentos saudáveis, por meio dos sistemas de produção de alimentos baseados na sustentabilidade e preservação do meio ambiente e recursos naturais, que resultam em alimentos limpos e sem uso de agrotóxicos. Sua liderança política trilhou na luta por políticas públicas determinantes para a valorização do potencial produtivo e econômico da agricultura familiar, a exemplo dos programas governamentais que fortaleceram o campo como, PRONAF, PAA, PNAE, LEI GERAL DA ATER, MAIS ALIMENTO, PROGRAMA DE CRÉDITO FUNDIÁRIO, PRONERA, ELETRIFICAÇÃO RURAL – LUZ PARA TODOS, e o PNHR.

Elisângela integrou na direção e coordenação de diversas entidades e organizações estaduais, nacionais e internacionais. Já esteve como diretora e presidenta do SINTRAF de São Domingos, secretária do Departamento Rural e Diretora Estadual da CUT/Bahia, secretária de Organização Sindical e coordenadora da Secretaria Geral da FETRAF/Bahia. Em 2003 assumiu a função de Conselheira do CONSEA (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) e a coordenação do escritório da CUT/Nacional em Brasília. Neste período contribuiu nos processos de implementação dos programas sociais do “Fome Zero” e projetos sindicais direcionados a agricultura familiar.

Durante oito anos esteve à frente da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar (FETRAF/BRASIL), atualmente CONTRAF BRASIL. Com uma forte experiência nas lutas pelo semiárido baiano, uma de suas bandeiras foi levar água para o Nordeste. Realizou inúmeras jornadas de lutas que reafirmaram as conquistas dos agricultores e agricultoras familiares e avanços para a classe, iniciativas que destacaram a atuação da federação por meio de audiências com o ex-presidente Lula, Dilma e seus ministros e secretários.

Na política internacional, Elisângela Araújo participou ativamente de encontros e seminários internacionais para discutir o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, as conferências de Cancun, Copenhague e Rio + 20, o Fórum Social Mundial na Índia. Também, participou de Intercâmbios na Europa, em Cuba, América do Sul, Conferência da OMC – Organização Mundial do Comércio e FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Por promover políticas públicas para o campo, Elisângela Araújo saiu como candidata a Deputada Federal pela Bahia pelo Partido dos Trabalhadores em 2014, obtendo 31.503 votos. O objetivo de sua candidatura era fortalecer a agricultura familiar como modelo produtivo de alimentos. Hoje, 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar, graças as lutas por políticas públicas e programas que apoiaram esse sistema produtivo, que foi fundamental para erradicar a fome e a miséria no Brasil.

Elisângela Araújo construiu sua vida política envolvida em importantes lutas a favor dos povos do campo, das águas e das florestas. Mantendo a coerência de suas raízes do meio rural, batalhou e garantiu conquistas que transformaram a realidade do campo.

A reforma agrária sempre foi uma luta permanente de Elisângela Araújo, logo participou do processo de reivindicação do PL 362 que foi aprovado em 2014, garantindo aos agricultores e agricultoras mais prazo de carência para começar a pagar a terra, em até 35 anos; o direito ao crédito fundiário para o acesso à terra, como também crédito PRONAF-Mulher pelo INCRA. Ainda, teve participação nas conquistas de ampliação do volume de recursos do PRONAF e redução de taxas de juros para os agricultores (as) acessarem mais créditos.

Próxima do povo, Elisângela participou da organização de associações, cooperativas para que os trabalhadores e trabalhadoras pudessem acessar os programas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Articulada com os movimentos sociais e organizações em defesa e avanços sociais e econômicos da agricultura familiar, lutou por mais moradia no campo. Neste cenário foi integrante dos grupos de negociação e implementação do Plano Nacional de Habitação Rural (PNHR), quando foram beneficiadas mais de 30 mil famílias.

Muito dos atuais direitos das mulheres conquistados atualmente, também estavam na pauta de Elisângela. Novas políticas de saúde, previdência social, fim da violência doméstica, delegacias para mulheres no campo, auxílio maternidade, entre outras tiveram a sua participação. Contribuiu também para o direito do agricultor e agricultora preservar as sementes crioulas e mudanças no Código Florestal que hoje ajudam a preservar nossas reservas e o meio ambiente, a exemplo do Programa Mais Ambiente.

Por ter tido experiência e dificuldades de acesso à educação enquanto jovem, Elisângela quis mudar essa condição do campo. Implementou na Bahia e em outros estados, programas de educação com elevação de escolaridade do ensino fundamental e médio integrado a formação sócio profissional de agricultores e agricultoras familiares e ajudou nas conquistas referente ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), junto ao INCRA.

Sucessora da agricultura familiar, Elisângela não podia esquecer dos incentivos a comercialização dos alimentos oriundos do meio rural. Portanto, lutou por espaço de comercialização, e uma das suas grandes conquistas foi a realização da feira e exposição da Agricultura Familiar – EXPOAGRIFAM/Bahia.

Ao longo dos anos Elisângela adquiriu uma vasta experiência na vida política, sendo referência representativa da classe trabalhadora da Agricultura Familiar e dos Rurais. Com essa bagagem, Elisângela quer fazer mais pelo Brasil, principalmente na atual conjuntura política onde todos estes direitos e conquistas estão sendo ameaçados e retirados pelo Governo de direita conservador.

Como pré-candidata a deputada federal, Elisângela quer garantir os direitos conquistados como da previdência social, programas que fortaleceram o campo, educação, saúde, moradia, políticas para juventude, mulheres e lutar por menos desigualdade social.

O nome de Elisângela Araújo é renovação política, que preza pela ética e perpassa pelos princípios da legalidade, moralidade, dignidade humana e cidadania.

A eleição geral em 2018 é um momento importante de decisão política para o futuro do Brasil, em que o cidadão vai as urnas escolher os seus representantes por meio do voto. É chegada a hora da Nova Era na Política, promover o debate com aqueles que trabalham a favor do povo e das diferentes classes sociais, fazendo prevalecer a soberania popular.

Precisamos de representantes que construam políticas públicas que fortaleçam o campo, o semiárido, o Nordeste e assim se faça existir a vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras com acesso a moradia, educação, trabalho e renda, saúde, valorização das políticas para as mulheres, negros, idosos e os demais segmentos e diversidades da sociedade.

O salto para transformar a política é com o voto. É preciso compor os espaços políticos com aqueles que defendam os direitos do povo, que tenham o compromisso de trazer o desenvolvimento social e econômico do país. Esse, é o passo principal para fazer do Brasil um país justo e com oportunidades para todos.

Elisângela Araújo
Diretora Executiva da CUT
Coordenadora Nacional da CONTRAF BRASIL
Coordenadora do Fórum Baiano da Agricultura Familiar